Modinha
Frei Paulo Zanatta
Amar e viver ausente
E triste em felicidade
Nem a morte custa tanto
Como custa uma saudade
Eu viver de ti ausente
Não e por minha vontade
E a força do destino
E a minha em felicidade
Descansar teu coração
Que só a ti quero bem
Só tu abrirás meu peito
Depois de ti mais ninguém
Dourado sonho que tive
Primeira vez que ti vi
Conheci que amava uma anjo
Jurei de morrer por ti
Dentro de meu terno peito
Só a teu nome tem lugar
Eu de outra não serei
Só nasci para te amar
Dois corações bem unidos
E um viver bem delicado
Só meu coração não pode
Viver do teu separado
Aceita estes versos
Que é volta de uma saudade
E com eles também vai
Uma sincera amizade
Descansa teu coração que
Só a ti quero bem
Só tu domina meu coração
Depois de ti mais ninguém
Este verso e para ti
Adeus a sombra das flores
O doce jardim florido
Que triste despedida agora
Quem tão alegre tem
Quem tão alegre tem sido
Triste me despedida agora
Adeus meu querido bem
Adeus que me vou embora
Adeus que me vou embora
Adeus que nossa querendo-te
Adeus a sombra das flores
Que me quero despedir
Lhe quero despedir-me
Não sei quando mas te verei
Se as minhas sorriso for esse
Que farei de mim não sem você
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Versinhos do tempo de Criança
Coletanias de Versos
Projeto de Leitura de Frei Paulo F Zanatta
Queria te dar um presente,
Mas não soube embrulhar.
Só não te dou meu coração,
Porque não posso arrancar.
Queria ser poeta,
poeta não posso ser.
Poeta só pensa em rima,
E eu só penso em você.
Sempre sol,
Sempre Lua,
Sempre amiga sua.
Lá do céu caiu um lencinho,
Bordado de a-b-c.
Se eu não for feliz contigo,
Com outro eu não quero ser.
Menina»que estás fazendo,
Lá no fundo do quintal?
Estou lavando o meu lencinho,
Para o dia de Natal.
Escrevi na areia fina,
Com uma pena de pavão
Para dizer ao povo,
Que te amo de paixão.
Um coqueiro tão grande,
Com fios de ouro na ponta.
Os olhos deste moreno,
Correm por minha conta.
Chupei uma laranja,
A semente joguei fora.
Da casca fiz um barquinho,
Pra levar o meu amor embora.
Você me mandou cantar,
Achando que eu não sabia.
Pois eu sou que nem cigarra,
Canto sempre todo dia.
Lá no fundo do quintal,
Tem um tacho de melado.
Quem não sabe cantar versos,
É melhor ficar calado.
Se o raio não queimou,
Se o gado não comeu,
Em cima daquele morro,
Tem o capim que nasceu.
Batata não tem caroço,
Bananeira não tem nó.
Pai e mãe é muito bom,
Barriga cheia bem melhor.
Laranjeira pequenina,
Carregadinha de flor.
Eu também sou pequenina,
Carregadinha de amor.
Fui pedir a São Gonçalo,
Que me fizesse casar.
Dez noivas apareceram,
Nove delas fiz voltar.
Açucena dentro d'água,
Atura quarenta dias.
Meus olhos fora dos teus,
Não aturam nem um dia.
Lá em cima daquele morro,
Tem um pé de abricó.
Quem quiser casar comigo,
Vá pedir à minha avó.
Não dês ponta do dedo,
Que logo te levam a mão.
Depois da mão vai o braço,
Vai o peito e o coração.
Upa,upa cavalinho,
Meu potrinho alazão.
Vem correndo ligeirinho,
Vem comer na minha mão.
Quem será que pendurou,
Tantas estrelinhas no céu?
Eu também vou fazer estrelas,
Recortadas no papel.
Lá atrás daquele morro,
Passa boi; passa boiada.
Também passa uma morena
De cabelo arrepiado.
Quando eu era pequenina,
Minha mãe me dava leite.
Agora que sou grande,
Minha mãe me dá porrete.
Quando eu era pequenino
Do tamanho de um botão.
Carregava papai no bolso
E mamãe no coração.
O bolso estava furado
E papai caiu no chão.
Mamãe ,que era querida,
Ficou no meu coração.
Fui à praia comprar peixe,
Comprei um pampa dourado.
Dentro do pampa encontrei
O teu coração retratado.
O meu amor foi embora,
Pra banda que o sol entrou.
O sol já foi e já veio,
Meu amor foi e ficou.
Menina não se encoste,
Que a parede tem pó.
Só encoste nos meus braços,
Que amor é um só.
Bananeira chora,chora,
Pêlos filhos que tem.
Cortam o cacho chora a mãe,
Ficam os filhos sem ninguém.
Quem quiser saber meu nome,
Dê uma volta no quartel.
Meu nome estará escrito
No quepe do coronel.
Atirei um limão na água,
De pesado foi ao fundo.
Os peixinhos responderam:
-Vai trabalhar, seu vagabundo!
Atravessei o Rio Grande
Numa casquinha de limão.
Arrisquei minha vida,
Pra ficar com seu coração.
Sempre a,
Sempre b,
Sempre amando você.
Procurei uma rosa,
Encontrei um buque
Procurei um amigo,
Encontrei você.
Você é 10.
Você é 1000.
Você é a melhor amiga do Brasil.
Quando fores namorar,
Não namores no portão.
Porque o amor é cego,
Mas os vizinhos não.
O amor é uma flor roxa,
Que só nasce no coração dos trouxas.
Fui bater um raio x,
Veja só que confusão:
Saiu seu nome gravado.
Dentro do meu coração.
Meu amor brigou comigo,
Pensando que eu choraria.
Não choro por pai e mãe
Vou chorar por porcaria?
Nao te dou um pé de rosa,
Pois tem muitos espinhos.
Mas escrevo esse versinho,
Com muito amor e carinho.
Dizem que para amar,
Tem que ser maior de idade.
Só tenho nove anos E
já amo de verdade.
Preguiça,queres mingau?
Quero sim,se estiver bom.
Então podes vir buscar.
Assim eu não quero não!
Você ontem me falou,
Que não anda nem passeia.
Como é que hoje cedinho,
Eu vi seu rastro na areia?
Tens teu cabelo crespo,
Todo encaracolado.
Em cada caracol desses,
Tem um anjo retratado.
Tenho um lencinho branco,
Bem lisinho nas quatro pontas.
Me diz teu nome
Que de ti não faço conta.
Atirei um limão
Na janela do meu bem.
Deu na clara e na morena,
E na mulata também.
Essas meninas de agora,
Só querem namorar.
Botam panela no fogo,
E não sabem temperar.
O anel que tu deste,
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas,
Era pouco e se acabou.
Rei capitão,
Soldado ladrão.
Moça bonita,
Do meu coração.
Esta casa está bem feita,
Do telhado à cumieira.
Viva o dono da casa,
E sua família inteira.
Mandei fazer um laço,
Do couro do jacaré
Para eu laçar uma
Na praça Tamandaré.
Sol e chuva,,
Casamento de viúva.
Chuva e sol,
Casamento de espanhol.
Muito bem canta coruja,
No baile do quero-quero.
Se não me dão café com leite.
Café preto eu não quero.
Batatinha quando nasce,
Bota ramas pelo chão .
A menina que namora,
Bota a mão no coração.
Minha mãe, quando nasci,
Doce mãe, tanto rezou.
É por isso que às vezes finjo,
Ser feliz quando não sou.
Eu vou subir ao céu,
Pedir a Deus um tesouro.
Para escrever o teu nome,
Com cinco letras de ouro.
Nada mais posso te dar,
Deste jardim do meu peito.
Se queres meu coração,
Mete a mão e tira com jeito.
Quando eu saí para este baile,
Trouxe uma estrela de guia.
Pois eu sabia que estava,
A prenda que eu mais queria.
Me dá a chave do teu peito,
Quero abrir, quero entrar.
Quero ver se tu botaste
Outro alguém no meu lugar.
Lá atrás daquele morro,
Passa boi; passa boiada.
Também passa uma morena
De cabelo arrepiado.
Quando eu era pequenina,
Minha mãe me dava leite.
Agora que sou grande,
Minha mãe me dá porrete.
Quando eu era pequenino
Do tamanho de um botão.
Carregava papai no bolso
E mamãe no coração.
O bolso estava furado
E papai caiu no chão.
Mamãe ,que era querida,
Ficou no meu coração.
Fui à praia comprar peixe,
Comprei um pampa dourado.
Dentro do pampa encontrei
O teu coração retratado.
O meu amor foi embora,
Pra banda que o sol entrou.
O sol já foi e já veio,
Meu amor foi e ficou.
Menina não se encoste,
Que a parede tem pó.
Só encoste nos meus braços,
Que amor é um só.
Bananeira chora,chora,
Pêlos filhos que tem.
Cortam o cacho chora a mãe,
Fícam os filhos sem ninguém.
Quem quiser saber meu nome,
Dê uma volta no quartel.
Meu nome estará escrito
No quepe do coronel.
Atirei um limão na água,
De pesado foi ao fundo.
Os peixinhos responderam:
-Vai trabalhar, seu vagabundo!
Atravessei o Rio Grande
Numa casquinha de limão.
Arrisquei minha vida,
Pra ficar com seu coração.
Sempre a,
Sempre b,
Sempre amando você.
Procurei uma rosa,
Encontrei um buque
Procurei um amigo,
Encontrei você.
Você é 10.
Você é 1000.
Você é a melhor amiga do Brasil.
Quando fores namorar,
Não namores no
Porque o amor é cego,
Mas os vizinhos não.
O amor é uma flor roxa,
Que só nasce no coração dos trouxas.
Fui bater um raio x,
Veja só que confusão:
Saiu seu nome gravado.
Dentro do meu coração.
Meu amor brigou comigo,
Pensando que eu choraria.
Não choro por pai e mãe
Vou chorar por porcaria?
Não te dou um pé de rosa,
Pois tem muitos espinhos.
Mas escrevo esse versinho,
Com muito amor e carinho.
Dizem que para,
Tem que ser maior de idade.
Só tenho nove anos
E já amo de verdade.
Preguiça,queres mingau?
Quero sim,se estiver bom.
Então podes vir buscar.
Assim eu não quero não!
Você ontem me falou,
Que não anda nem passeia.
Como é que hoje cedinho,
Eu vi seu rastro na areia?
Tens teu cabelo crespo,
Todo encaracolado.
Em cada caracol desses,
Tem um anjo retratado.
Tenho um lencinho branco,
Bem lisinho nas quatro pontas.
Me diz teu nome,
Que de ti não faço conta.
Atirei um limão verde,
Na janela do meu bem.
Deu na clara e na morena,
E na mulata também.
Essas meninas de agora,
Só querem namorar.
Botam panela no fogo,
E não sabem temperar.
O anel que tu deste,
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas,
Era pouco e se acabou.
Rei capitão,
Soldado ladrão.
Moça bonita,
Do meu coração.
Esta casa está bem feita,
Do telhado à cumieira.
Viva o dono da casa,
E sua família inteira.
Mandei fazer um laço,
Do couro do jacaré
Para eu laçar uma menina,
Na praça Tamandaré.
Sol e chuva,
Casamento de viúva.
Chuva e sol,
Casamento de espanhol.
Muito bem canta coruja,
No baile do quero-quero.
Se não me dão café com leite.
Café preto eu não quero.
Batatinha quando nasce,
Bota ramas pelo chão .
A menina que namora
Bota a mão no coração.
Minha mãe, quando nasci,
Doce mãe,tanto rezou.
É por isso que às vezes finjo,
Ser feliz quando não sou.
Eu vou subir ao céu,
Pedir a Deus um tesouro.
Para escrever o teu nome,
Com cinco leiras de ouro.
Nada mais posso te dar,
Deste jardim do meu peito.
Se queres meu coração,
Mete a mão e tira com jeito.
Quando eu saí para este baile,
Trouxe uma estrela de guia.
Pois eu sabia que estava,
A prenda que eu mais queria.
Me dá a chave do teu peito,
Quero abrir, quero entrar.
Quero ver se tu botaste
Outro alguém no meu lugar.
Projeto de Leitura de Frei Paulo F Zanatta
Queria te dar um presente,
Mas não soube embrulhar.
Só não te dou meu coração,
Porque não posso arrancar.
Queria ser poeta,
poeta não posso ser.
Poeta só pensa em rima,
E eu só penso em você.
Sempre sol,
Sempre Lua,
Sempre amiga sua.
Lá do céu caiu um lencinho,
Bordado de a-b-c.
Se eu não for feliz contigo,
Com outro eu não quero ser.
Menina»que estás fazendo,
Lá no fundo do quintal?
Estou lavando o meu lencinho,
Para o dia de Natal.
Escrevi na areia fina,
Com uma pena de pavão
Para dizer ao povo,
Que te amo de paixão.
Um coqueiro tão grande,
Com fios de ouro na ponta.
Os olhos deste moreno,
Correm por minha conta.
Chupei uma laranja,
A semente joguei fora.
Da casca fiz um barquinho,
Pra levar o meu amor embora.
Você me mandou cantar,
Achando que eu não sabia.
Pois eu sou que nem cigarra,
Canto sempre todo dia.
Lá no fundo do quintal,
Tem um tacho de melado.
Quem não sabe cantar versos,
É melhor ficar calado.
Se o raio não queimou,
Se o gado não comeu,
Em cima daquele morro,
Tem o capim que nasceu.
Batata não tem caroço,
Bananeira não tem nó.
Pai e mãe é muito bom,
Barriga cheia bem melhor.
Laranjeira pequenina,
Carregadinha de flor.
Eu também sou pequenina,
Carregadinha de amor.
Fui pedir a São Gonçalo,
Que me fizesse casar.
Dez noivas apareceram,
Nove delas fiz voltar.
Açucena dentro d'água,
Atura quarenta dias.
Meus olhos fora dos teus,
Não aturam nem um dia.
Lá em cima daquele morro,
Tem um pé de abricó.
Quem quiser casar comigo,
Vá pedir à minha avó.
Não dês ponta do dedo,
Que logo te levam a mão.
Depois da mão vai o braço,
Vai o peito e o coração.
Upa,upa cavalinho,
Meu potrinho alazão.
Vem correndo ligeirinho,
Vem comer na minha mão.
Quem será que pendurou,
Tantas estrelinhas no céu?
Eu também vou fazer estrelas,
Recortadas no papel.
Lá atrás daquele morro,
Passa boi; passa boiada.
Também passa uma morena
De cabelo arrepiado.
Quando eu era pequenina,
Minha mãe me dava leite.
Agora que sou grande,
Minha mãe me dá porrete.
Quando eu era pequenino
Do tamanho de um botão.
Carregava papai no bolso
E mamãe no coração.
O bolso estava furado
E papai caiu no chão.
Mamãe ,que era querida,
Ficou no meu coração.
Fui à praia comprar peixe,
Comprei um pampa dourado.
Dentro do pampa encontrei
O teu coração retratado.
O meu amor foi embora,
Pra banda que o sol entrou.
O sol já foi e já veio,
Meu amor foi e ficou.
Menina não se encoste,
Que a parede tem pó.
Só encoste nos meus braços,
Que amor é um só.
Bananeira chora,chora,
Pêlos filhos que tem.
Cortam o cacho chora a mãe,
Ficam os filhos sem ninguém.
Quem quiser saber meu nome,
Dê uma volta no quartel.
Meu nome estará escrito
No quepe do coronel.
Atirei um limão na água,
De pesado foi ao fundo.
Os peixinhos responderam:
-Vai trabalhar, seu vagabundo!
Atravessei o Rio Grande
Numa casquinha de limão.
Arrisquei minha vida,
Pra ficar com seu coração.
Sempre a,
Sempre b,
Sempre amando você.
Procurei uma rosa,
Encontrei um buque
Procurei um amigo,
Encontrei você.
Você é 10.
Você é 1000.
Você é a melhor amiga do Brasil.
Quando fores namorar,
Não namores no portão.
Porque o amor é cego,
Mas os vizinhos não.
O amor é uma flor roxa,
Que só nasce no coração dos trouxas.
Fui bater um raio x,
Veja só que confusão:
Saiu seu nome gravado.
Dentro do meu coração.
Meu amor brigou comigo,
Pensando que eu choraria.
Não choro por pai e mãe
Vou chorar por porcaria?
Nao te dou um pé de rosa,
Pois tem muitos espinhos.
Mas escrevo esse versinho,
Com muito amor e carinho.
Dizem que para amar,
Tem que ser maior de idade.
Só tenho nove anos E
já amo de verdade.
Preguiça,queres mingau?
Quero sim,se estiver bom.
Então podes vir buscar.
Assim eu não quero não!
Você ontem me falou,
Que não anda nem passeia.
Como é que hoje cedinho,
Eu vi seu rastro na areia?
Tens teu cabelo crespo,
Todo encaracolado.
Em cada caracol desses,
Tem um anjo retratado.
Tenho um lencinho branco,
Bem lisinho nas quatro pontas.
Me diz teu nome
Que de ti não faço conta.
Atirei um limão
Na janela do meu bem.
Deu na clara e na morena,
E na mulata também.
Essas meninas de agora,
Só querem namorar.
Botam panela no fogo,
E não sabem temperar.
O anel que tu deste,
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas,
Era pouco e se acabou.
Rei capitão,
Soldado ladrão.
Moça bonita,
Do meu coração.
Esta casa está bem feita,
Do telhado à cumieira.
Viva o dono da casa,
E sua família inteira.
Mandei fazer um laço,
Do couro do jacaré
Para eu laçar uma
Na praça Tamandaré.
Sol e chuva,,
Casamento de viúva.
Chuva e sol,
Casamento de espanhol.
Muito bem canta coruja,
No baile do quero-quero.
Se não me dão café com leite.
Café preto eu não quero.
Batatinha quando nasce,
Bota ramas pelo chão .
A menina que namora,
Bota a mão no coração.
Minha mãe, quando nasci,
Doce mãe, tanto rezou.
É por isso que às vezes finjo,
Ser feliz quando não sou.
Eu vou subir ao céu,
Pedir a Deus um tesouro.
Para escrever o teu nome,
Com cinco letras de ouro.
Nada mais posso te dar,
Deste jardim do meu peito.
Se queres meu coração,
Mete a mão e tira com jeito.
Quando eu saí para este baile,
Trouxe uma estrela de guia.
Pois eu sabia que estava,
A prenda que eu mais queria.
Me dá a chave do teu peito,
Quero abrir, quero entrar.
Quero ver se tu botaste
Outro alguém no meu lugar.
Lá atrás daquele morro,
Passa boi; passa boiada.
Também passa uma morena
De cabelo arrepiado.
Quando eu era pequenina,
Minha mãe me dava leite.
Agora que sou grande,
Minha mãe me dá porrete.
Quando eu era pequenino
Do tamanho de um botão.
Carregava papai no bolso
E mamãe no coração.
O bolso estava furado
E papai caiu no chão.
Mamãe ,que era querida,
Ficou no meu coração.
Fui à praia comprar peixe,
Comprei um pampa dourado.
Dentro do pampa encontrei
O teu coração retratado.
O meu amor foi embora,
Pra banda que o sol entrou.
O sol já foi e já veio,
Meu amor foi e ficou.
Menina não se encoste,
Que a parede tem pó.
Só encoste nos meus braços,
Que amor é um só.
Bananeira chora,chora,
Pêlos filhos que tem.
Cortam o cacho chora a mãe,
Fícam os filhos sem ninguém.
Quem quiser saber meu nome,
Dê uma volta no quartel.
Meu nome estará escrito
No quepe do coronel.
Atirei um limão na água,
De pesado foi ao fundo.
Os peixinhos responderam:
-Vai trabalhar, seu vagabundo!
Atravessei o Rio Grande
Numa casquinha de limão.
Arrisquei minha vida,
Pra ficar com seu coração.
Sempre a,
Sempre b,
Sempre amando você.
Procurei uma rosa,
Encontrei um buque
Procurei um amigo,
Encontrei você.
Você é 10.
Você é 1000.
Você é a melhor amiga do Brasil.
Quando fores namorar,
Não namores no
Porque o amor é cego,
Mas os vizinhos não.
O amor é uma flor roxa,
Que só nasce no coração dos trouxas.
Fui bater um raio x,
Veja só que confusão:
Saiu seu nome gravado.
Dentro do meu coração.
Meu amor brigou comigo,
Pensando que eu choraria.
Não choro por pai e mãe
Vou chorar por porcaria?
Não te dou um pé de rosa,
Pois tem muitos espinhos.
Mas escrevo esse versinho,
Com muito amor e carinho.
Dizem que para,
Tem que ser maior de idade.
Só tenho nove anos
E já amo de verdade.
Preguiça,queres mingau?
Quero sim,se estiver bom.
Então podes vir buscar.
Assim eu não quero não!
Você ontem me falou,
Que não anda nem passeia.
Como é que hoje cedinho,
Eu vi seu rastro na areia?
Tens teu cabelo crespo,
Todo encaracolado.
Em cada caracol desses,
Tem um anjo retratado.
Tenho um lencinho branco,
Bem lisinho nas quatro pontas.
Me diz teu nome,
Que de ti não faço conta.
Atirei um limão verde,
Na janela do meu bem.
Deu na clara e na morena,
E na mulata também.
Essas meninas de agora,
Só querem namorar.
Botam panela no fogo,
E não sabem temperar.
O anel que tu deste,
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas,
Era pouco e se acabou.
Rei capitão,
Soldado ladrão.
Moça bonita,
Do meu coração.
Esta casa está bem feita,
Do telhado à cumieira.
Viva o dono da casa,
E sua família inteira.
Mandei fazer um laço,
Do couro do jacaré
Para eu laçar uma menina,
Na praça Tamandaré.
Sol e chuva,
Casamento de viúva.
Chuva e sol,
Casamento de espanhol.
Muito bem canta coruja,
No baile do quero-quero.
Se não me dão café com leite.
Café preto eu não quero.
Batatinha quando nasce,
Bota ramas pelo chão .
A menina que namora
Bota a mão no coração.
Minha mãe, quando nasci,
Doce mãe,tanto rezou.
É por isso que às vezes finjo,
Ser feliz quando não sou.
Eu vou subir ao céu,
Pedir a Deus um tesouro.
Para escrever o teu nome,
Com cinco leiras de ouro.
Nada mais posso te dar,
Deste jardim do meu peito.
Se queres meu coração,
Mete a mão e tira com jeito.
Quando eu saí para este baile,
Trouxe uma estrela de guia.
Pois eu sabia que estava,
A prenda que eu mais queria.
Me dá a chave do teu peito,
Quero abrir, quero entrar.
Quero ver se tu botaste
Outro alguém no meu lugar.
domingo, 11 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Coletânea de versosde (Frei`Paulo F Zanatta)
Coletanias de Versos
Projeto de Leitura de Frei Paulo F Zanatta
Queria te dar um presente,
Mas não soube embrulhar.
Só não te dou meu coração,
Porque não posso arrancar.
Queria ser poeta,
Mas poeta não posso ser.
Poeta só pensa em rima,
E eu só penso em você.
Sempre sol,
Sempre Lua,
Sempre amiga sua.
Lá do céu caiu um lencinho,
Bordado de a-b-c.
Se eu não for feliz contigo,
Com outro eu não quero ser.
Menina»que estás fazendo,
Lá no fundo do quintal?
Estou lavando o meu lencinho,
Para o dia de Natal.
Escrevi na areia fina,
Com uma pena de pavão
Para dizer ao povo,
Que te amo de paixão.
Um coqueiro tão grande,
Com fios de ouro na ponta.
Os olhos deste moreno,
Correm por minha conta.
Chupei uma laranja,
A semente joguei fora.
Da casca fiz um barquinho,
Pra levar o meu amor embora.
Você me mandou cantar,
Achando que eu não sabia.
Pois eu sou que nem cigarra,
Canto sempre todo dia.
Lá no fundo do quintal,
Tem um tacho de melado.
Quem não sabe cantar versos,
É melhor ficar calado.
Se o raio não queimou,
e o gado não comeu,
Em cima daquele morro,
Tem o capim que nasceu.
Batata não tem caroço,
Bananeira não tem nó.
Pai e mãe é muito bom,
Barriga cheia bem melhor.
Laranjeira pequenina,
Carregadinha de flor.
Eu também sou pequenina,
Carregadinha de amor.
Fui pedir a São Gonçalo,
Que me fizesse casar.
Dez noivas apareceram,
Nove delas fiz voltar.
Açucena dentro d'água,
Atura quarenta dias.
Meus olhos fora dos teus,
Não aturam nem um dia.
Lá em cima daquele morro,
Tem um pé de abricó.
Quem quiser casar comigo,
Vá pedir à minha avó.
Não dês ponta do dedo,
Que logo te levam a mão.
Depois da mão vai o braço,
Vai o peito e o coração.
Upa,upa cavalinho,
Meu potrinho alazão.
Vem correndo ligeirinho,
Vem comer na minha mão.
Quem será que pendurou,
Tantas estrelinhas no céu?
Eu também vou fazer estrelas,
Recortadas no papel.
Lá atrás daquele morro,
Passa boi; passa boiada.
Também passa uma morena
De cabelo arrepiado.
Quando eu era pequenina,
Minha mãe me dava leite.
Agora que sou grande,
Minha mãe me dá porrete.
Quando eu era pequenino
Do tamanho de um botão.
Carregava papai no bolso
E mamãe no coração.
O bolso estava furado
E papai caiu no chão.
Mamãe ,que era querida,
Ficou no meu coração.
Fui à praia comprar peixe,
Comprei um pampa dourado.
Dentro do pampa encontrei
O teu coração retratado.
O meu amor foi embora,
Pra banda que o sol entrou.
O sol já foi e já veio,
Meu amor foi e ficou.
Menina não se encoste,
Que a parede tem pó.
Só encoste nos meus braços,
Que amor é um só.
Bananeira chora,chora,
Pêlos filhos que tem.
Cortam o cacho chora a mãe,
Ficam os filhos sem ninguém.
Quem quiser saber meu nome,
Dê uma volta no quartel.
Meu nome estará escrito
No quepe do coronel.
Atirei um limão na água,
De pesado foi ao fundo.
Os peixinhos responderam:
-Vai trabalhar, seu vagabundo!
Atravessei o Rio Grande
Numa casquinha de limão.
Arrisquei minha vida,
Pra ficar com seu coração.
Sempre a,
Sempre b,
Sempre amando você.
Procurei uma rosa,
Encontrei um buque
Procurei um amigo,
Encontrei você.
Você é 10.
Você é 1000.
Você é a melhor amiga do Brasil.
Quando fores namorar,
Não namores no portão.
Porque o amor é cego,
Mas os vizinhos não.
O amor é uma flor roxa,
Que só nasce no coração dos trouxas.
Fui bater um raio x,
Veja só que confusão:
Saiu seu nome gravado.
Dentro do meu coração.
Meu amor brigou comigo,
Pensando que eu choraria.
Não choro por pai e mãe
Vou chorar por porcaria?
Não te dou um pé de rosa,
Pois tem muitos espinhos.
Mas escrevo esse versinho,
Com muito amor e carinho.
Dizem que para amar,
Tem que ser maior de idade.
Só tenho nove anos E
já amo de verdade.
Preguiça,queres mingau?
Quero sim,se estiver bom.
Então podes vir buscar.
Assim eu não quero não!
Você ontem me falou,
Que não anda nem passeia.
Como é que hoje cedinho,
Eu vi seu rastro na areia?
Tens teu cabelo crespo,
Todo encaracolado.
Em cada caracol desses,
Tem um anjo retratado.
Tenho um lencinho branco,
Bem lisinho nas quatro pontas.
Me diz teu nome
Que de ti não faço conta.
Atirei um limão
Na janela do meu bem.
Deu na clara e na morena,
E na mulata também.
Essas meninas de agora,
Só querem namorar.
Botam panela no fogo,
E não sabem temperar.
O anel que tu deste,
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas,
Era pouco e se acabou.
Rei capitão,
Soldado ladrão.
Moça bonita,
Do meu coração.
Esta casa está bem feita,
Do telhado à cumieira.
Viva o dono da casa,
E sua família inteira.
Mandei fazer um laço,
Do couro do jacaré
Para eu laçar uma
Na praça Tamandaré.
Sol e chuva,,
Casamento de viúva.
Chuva e sol,
Casamento de espanhol.
Muito bem canta coruja,
No baile do quero-quero.
Se não me dão café com leite.
Café preto eu não quero.
Batatinha quando nasce,
Bota ramas pelo chão .
A menina que namora,
Bota a mão no coração.
Minha mãe, quando nasci,
Doce mãe, tanto rezou.
É por isso que às vezes finjo,
Ser feliz quando não sou.
Eu vou subir ao céu,
Pedir a Deus um tesouro.
Para escrever o teu nome,
Com cinco letras de ouro.
Nada mais posso te dar,
Deste jardim do meu peito.
Se queres meu coração,
Mete a mão e tira com jeito.
Quando eu saí para este baile,
Trouxe uma estrela de guia.
Pois eu sabia que estava,
A prenda que eu mais queria.
Me dá a chave do teu peito,
Quero abrir, quero entrar.
Quero ver se tu botaste
Outro alguém no meu lugar.
Lá atrás daquele morro,
Passa boi; passa boiada.
Também passa uma morena
De cabelo arrepiado.
Quando eu era pequenina,
Minha mãe me dava leite.
Agora que sou grande,
Minha mãe me dá porrete.
Quando eu era pequenino
Do tamanho de um botão.
Carregava papai no bolso
E mamãe no coração.
O bolso estava furado
E papai caiu no chão.
Mamãe ,que era querida,
Ficou no meu coração.
Fui à praia comprar peixe,
Comprei um pampa dourado.
Dentro do pampa encontrei
O teu coração retratado.
O meu amor foi embora,
Pra banda que o sol entrou.
O sol já foi e já veio,
Meu amor foi e ficou.
Menina não se encoste,
Que a parede tem pó.
Só encoste nos meus braços,
Que amor é um só.
Bananeira chora,chora,
Pêlos filhos que tem.
Cortam o cacho chora a mãe,
Fícam os filhos sem ninguém.
Quem quiser saber meu nome,
Dê uma volta no quartel
Meu nome estará escrito
No quepe do coronel.
Atirei um limão na água,
De pesado foi ao fundo.
Os peixinhos responderam:
-Vai trabalhar, seu vagabundo!
Atravessei o Rio Grande
Numa casquinha de limão.
Arrisquei minha vida,
Pra ficar com seu coração.
Sempre a,
Sempre b,
Sempre amando você.
Procurei uma rosa,
Encontrei um buque
Procurei um amigo,
Encontrei você.
Você é 10.
Você é 1000.
Você é a melhor amiga do Brasil.
Quando fores namorar,
Não namores no
Porque o amor é cego,
Mas os vizinhos não.
O amor é uma flor roxa,
Que só nasce no coração dos trouxas.
Fui bater um raio x,
Veja só que confusão:
Saiu seu nome gravado.
Dentro do meu coração.
Meu amor brigou comigo,
Pensando que eu choraria.
Não choro por pai e mãe
Vou chorar por porcaria?
Não te dou um pé de rosa,
Pois tem muitos espinhos.
Mas escrevo esse versinho,
Com muito amor e carinho.
Dizem que para,
Tem que ser maior de idade.
Só tenho nove anos
E já amo de verdade.
Preguiça,queres mingau?
Quero sim,se estiver bom.
Então podes vir buscar.
Assim eu não quero não!
Você ontem me falou,
Que não anda nem passeia.
Como é que hoje cedinho,
Eu vi seu rastro na areia?
Tens teu cabelo crespo,
Todo encaracolado.
Em cada caracol desses,
Tem um anjo retratado.
Tenho um lencinho branco,
Bem lisinho nas quatro pontas.
Me diz teu nome,
Que de ti não faço conta.
Atirei um limão verde,
Na janela do meu bem.
Deu na clara e na morena,
E na mulata também.
Essas meninas de agora,
Só querem namorar.
Botam panela no fogo,
E não sabem temperar.
O anel que tu deste,
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas,
Era pouco e se acabou.
Rei capitão,
Soldado ladrão.
Moça bonita,
Do meu coração.
Esta casa está bem feita,
Do telhado à cumieira.
Viva o dono da casa,
E sua família inteira.
Mandei fazer um laço,
Do couro do jacaré
Para eu laçar uma menina,
Na praça Tamandaré.
Sol e chuva,
Casamento de viúva.
Chuva e sol,
Casamento de espanhol.
Muito bem canta coruja,
No baile do quero-quero.
Se não me dão café com leite.
Café preto eu não quero.
Batatinha quando nasce,
Bota ramas pelo chão .
A menina que namora
Bota a mão no coração.
Minha mãe, quando nasci,
Doce mãe,tanto rezou.
É por isso que às vezes finjo,
Ser feliz quando não sou.
Eu vou subir ao céu,
Pedir a Deus um tesouro.
Para escrever o teu nome,
Com cinco leiras de ouro.
Nada mais posso te dar,
Deste jardim do meu peito.
Se queres meu coração,
Mete a mão e tira com jeito.
Quando eu saí para este baile,
Trouxe uma estrela de guia.
Pois eu sabia que estava,
A prenda que eu mais queria.
Me dá a chave do teu peito,
Quero abrir, quero entrar.
Quero ver se tu botaste
Outro alguém no meu lugar.
Projeto de Leitura de Frei Paulo F Zanatta
Queria te dar um presente,
Mas não soube embrulhar.
Só não te dou meu coração,
Porque não posso arrancar.
Queria ser poeta,
Mas poeta não posso ser.
Poeta só pensa em rima,
E eu só penso em você.
Sempre sol,
Sempre Lua,
Sempre amiga sua.
Lá do céu caiu um lencinho,
Bordado de a-b-c.
Se eu não for feliz contigo,
Com outro eu não quero ser.
Menina»que estás fazendo,
Lá no fundo do quintal?
Estou lavando o meu lencinho,
Para o dia de Natal.
Escrevi na areia fina,
Com uma pena de pavão
Para dizer ao povo,
Que te amo de paixão.
Um coqueiro tão grande,
Com fios de ouro na ponta.
Os olhos deste moreno,
Correm por minha conta.
Chupei uma laranja,
A semente joguei fora.
Da casca fiz um barquinho,
Pra levar o meu amor embora.
Você me mandou cantar,
Achando que eu não sabia.
Pois eu sou que nem cigarra,
Canto sempre todo dia.
Lá no fundo do quintal,
Tem um tacho de melado.
Quem não sabe cantar versos,
É melhor ficar calado.
Se o raio não queimou,
e o gado não comeu,
Em cima daquele morro,
Tem o capim que nasceu.
Batata não tem caroço,
Bananeira não tem nó.
Pai e mãe é muito bom,
Barriga cheia bem melhor.
Laranjeira pequenina,
Carregadinha de flor.
Eu também sou pequenina,
Carregadinha de amor.
Fui pedir a São Gonçalo,
Que me fizesse casar.
Dez noivas apareceram,
Nove delas fiz voltar.
Açucena dentro d'água,
Atura quarenta dias.
Meus olhos fora dos teus,
Não aturam nem um dia.
Lá em cima daquele morro,
Tem um pé de abricó.
Quem quiser casar comigo,
Vá pedir à minha avó.
Não dês ponta do dedo,
Que logo te levam a mão.
Depois da mão vai o braço,
Vai o peito e o coração.
Upa,upa cavalinho,
Meu potrinho alazão.
Vem correndo ligeirinho,
Vem comer na minha mão.
Quem será que pendurou,
Tantas estrelinhas no céu?
Eu também vou fazer estrelas,
Recortadas no papel.
Lá atrás daquele morro,
Passa boi; passa boiada.
Também passa uma morena
De cabelo arrepiado.
Quando eu era pequenina,
Minha mãe me dava leite.
Agora que sou grande,
Minha mãe me dá porrete.
Quando eu era pequenino
Do tamanho de um botão.
Carregava papai no bolso
E mamãe no coração.
O bolso estava furado
E papai caiu no chão.
Mamãe ,que era querida,
Ficou no meu coração.
Fui à praia comprar peixe,
Comprei um pampa dourado.
Dentro do pampa encontrei
O teu coração retratado.
O meu amor foi embora,
Pra banda que o sol entrou.
O sol já foi e já veio,
Meu amor foi e ficou.
Menina não se encoste,
Que a parede tem pó.
Só encoste nos meus braços,
Que amor é um só.
Bananeira chora,chora,
Pêlos filhos que tem.
Cortam o cacho chora a mãe,
Ficam os filhos sem ninguém.
Quem quiser saber meu nome,
Dê uma volta no quartel.
Meu nome estará escrito
No quepe do coronel.
Atirei um limão na água,
De pesado foi ao fundo.
Os peixinhos responderam:
-Vai trabalhar, seu vagabundo!
Atravessei o Rio Grande
Numa casquinha de limão.
Arrisquei minha vida,
Pra ficar com seu coração.
Sempre a,
Sempre b,
Sempre amando você.
Procurei uma rosa,
Encontrei um buque
Procurei um amigo,
Encontrei você.
Você é 10.
Você é 1000.
Você é a melhor amiga do Brasil.
Quando fores namorar,
Não namores no portão.
Porque o amor é cego,
Mas os vizinhos não.
O amor é uma flor roxa,
Que só nasce no coração dos trouxas.
Fui bater um raio x,
Veja só que confusão:
Saiu seu nome gravado.
Dentro do meu coração.
Meu amor brigou comigo,
Pensando que eu choraria.
Não choro por pai e mãe
Vou chorar por porcaria?
Não te dou um pé de rosa,
Pois tem muitos espinhos.
Mas escrevo esse versinho,
Com muito amor e carinho.
Dizem que para amar,
Tem que ser maior de idade.
Só tenho nove anos E
já amo de verdade.
Preguiça,queres mingau?
Quero sim,se estiver bom.
Então podes vir buscar.
Assim eu não quero não!
Você ontem me falou,
Que não anda nem passeia.
Como é que hoje cedinho,
Eu vi seu rastro na areia?
Tens teu cabelo crespo,
Todo encaracolado.
Em cada caracol desses,
Tem um anjo retratado.
Tenho um lencinho branco,
Bem lisinho nas quatro pontas.
Me diz teu nome
Que de ti não faço conta.
Atirei um limão
Na janela do meu bem.
Deu na clara e na morena,
E na mulata também.
Essas meninas de agora,
Só querem namorar.
Botam panela no fogo,
E não sabem temperar.
O anel que tu deste,
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas,
Era pouco e se acabou.
Rei capitão,
Soldado ladrão.
Moça bonita,
Do meu coração.
Esta casa está bem feita,
Do telhado à cumieira.
Viva o dono da casa,
E sua família inteira.
Mandei fazer um laço,
Do couro do jacaré
Para eu laçar uma
Na praça Tamandaré.
Sol e chuva,,
Casamento de viúva.
Chuva e sol,
Casamento de espanhol.
Muito bem canta coruja,
No baile do quero-quero.
Se não me dão café com leite.
Café preto eu não quero.
Batatinha quando nasce,
Bota ramas pelo chão .
A menina que namora,
Bota a mão no coração.
Minha mãe, quando nasci,
Doce mãe, tanto rezou.
É por isso que às vezes finjo,
Ser feliz quando não sou.
Eu vou subir ao céu,
Pedir a Deus um tesouro.
Para escrever o teu nome,
Com cinco letras de ouro.
Nada mais posso te dar,
Deste jardim do meu peito.
Se queres meu coração,
Mete a mão e tira com jeito.
Quando eu saí para este baile,
Trouxe uma estrela de guia.
Pois eu sabia que estava,
A prenda que eu mais queria.
Me dá a chave do teu peito,
Quero abrir, quero entrar.
Quero ver se tu botaste
Outro alguém no meu lugar.
Lá atrás daquele morro,
Passa boi; passa boiada.
Também passa uma morena
De cabelo arrepiado.
Quando eu era pequenina,
Minha mãe me dava leite.
Agora que sou grande,
Minha mãe me dá porrete.
Quando eu era pequenino
Do tamanho de um botão.
Carregava papai no bolso
E mamãe no coração.
O bolso estava furado
E papai caiu no chão.
Mamãe ,que era querida,
Ficou no meu coração.
Fui à praia comprar peixe,
Comprei um pampa dourado.
Dentro do pampa encontrei
O teu coração retratado.
O meu amor foi embora,
Pra banda que o sol entrou.
O sol já foi e já veio,
Meu amor foi e ficou.
Menina não se encoste,
Que a parede tem pó.
Só encoste nos meus braços,
Que amor é um só.
Bananeira chora,chora,
Pêlos filhos que tem.
Cortam o cacho chora a mãe,
Fícam os filhos sem ninguém.
Quem quiser saber meu nome,
Dê uma volta no quartel
Meu nome estará escrito
No quepe do coronel.
Atirei um limão na água,
De pesado foi ao fundo.
Os peixinhos responderam:
-Vai trabalhar, seu vagabundo!
Atravessei o Rio Grande
Numa casquinha de limão.
Arrisquei minha vida,
Pra ficar com seu coração.
Sempre a,
Sempre b,
Sempre amando você.
Procurei uma rosa,
Encontrei um buque
Procurei um amigo,
Encontrei você.
Você é 10.
Você é 1000.
Você é a melhor amiga do Brasil.
Quando fores namorar,
Não namores no
Porque o amor é cego,
Mas os vizinhos não.
O amor é uma flor roxa,
Que só nasce no coração dos trouxas.
Fui bater um raio x,
Veja só que confusão:
Saiu seu nome gravado.
Dentro do meu coração.
Meu amor brigou comigo,
Pensando que eu choraria.
Não choro por pai e mãe
Vou chorar por porcaria?
Não te dou um pé de rosa,
Pois tem muitos espinhos.
Mas escrevo esse versinho,
Com muito amor e carinho.
Dizem que para,
Tem que ser maior de idade.
Só tenho nove anos
E já amo de verdade.
Preguiça,queres mingau?
Quero sim,se estiver bom.
Então podes vir buscar.
Assim eu não quero não!
Você ontem me falou,
Que não anda nem passeia.
Como é que hoje cedinho,
Eu vi seu rastro na areia?
Tens teu cabelo crespo,
Todo encaracolado.
Em cada caracol desses,
Tem um anjo retratado.
Tenho um lencinho branco,
Bem lisinho nas quatro pontas.
Me diz teu nome,
Que de ti não faço conta.
Atirei um limão verde,
Na janela do meu bem.
Deu na clara e na morena,
E na mulata também.
Essas meninas de agora,
Só querem namorar.
Botam panela no fogo,
E não sabem temperar.
O anel que tu deste,
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas,
Era pouco e se acabou.
Rei capitão,
Soldado ladrão.
Moça bonita,
Do meu coração.
Esta casa está bem feita,
Do telhado à cumieira.
Viva o dono da casa,
E sua família inteira.
Mandei fazer um laço,
Do couro do jacaré
Para eu laçar uma menina,
Na praça Tamandaré.
Sol e chuva,
Casamento de viúva.
Chuva e sol,
Casamento de espanhol.
Muito bem canta coruja,
No baile do quero-quero.
Se não me dão café com leite.
Café preto eu não quero.
Batatinha quando nasce,
Bota ramas pelo chão .
A menina que namora
Bota a mão no coração.
Minha mãe, quando nasci,
Doce mãe,tanto rezou.
É por isso que às vezes finjo,
Ser feliz quando não sou.
Eu vou subir ao céu,
Pedir a Deus um tesouro.
Para escrever o teu nome,
Com cinco leiras de ouro.
Nada mais posso te dar,
Deste jardim do meu peito.
Se queres meu coração,
Mete a mão e tira com jeito.
Quando eu saí para este baile,
Trouxe uma estrela de guia.
Pois eu sabia que estava,
A prenda que eu mais queria.
Me dá a chave do teu peito,
Quero abrir, quero entrar.
Quero ver se tu botaste
Outro alguém no meu lugar.
sábado, 3 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Cravo no Limão- Uma dica Maravilhosa
CRAVO NO LIMÃO - UMA DICA MARAVILHOSA...
Uma dica muito bem vinda!!!
Anotem essa RECEITA... e também divulguem para tantos quantos
quiserem, para eliminar esses "bichinhos" intrusos.
Esta dica é ótima para quem fará as refeições ao ar livre, com uma
Churrasqueira.
Cravos espetados em limão, afastam as moscas e os mosquitos.
Um repelente eficiente e barato.
Posso garantir que funciona mesmo.
O limão, quem diria, tão apreciado nas famosas Caipirinhas, não
tem o mesmo prestígio entre as moscas e os mosquitos.
Aliado ao cravo, ajuda-nos a combater o Aedes Aegypt.
É um repelente de mosquitos O cravo-da-índia, espalhado por
superfícies, é muito utilizado para afastar formigas.
Contra moscas e mosquitos era novidade, até que experimentei e
fiquei admirado com os resultados.
Faça como na foto.
Enterre alguns Cravos em meio Limão.
Faça isso com 3 ou 4 limões e espalhe pela casa.
Mais uma arma para afastar os mosquitos e se prevenir contra a
dengue, malária e outras doenças transmitidas por mosquitos.
Use também na geladeira para afastar maus odores.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
História da Família Zanatta
A HISTÓRIA DA FAMÍLIA ZANATTA
Entre os inúmeros imigrantes italianos que começaram a vir ao Brasil na década de 1870/1880, destacam-se também os de sobrenome Zanatta. Nossa intenção pretende registrar o que se sabe sobre a vinda de 3 (três) irmãos: Detto (Benedetto), Doro (Isidoro ou Teodoro) e Bepi (Giuseppe). Por terem sido dos primeiros italianos a pisarem o solo brasileiro, existem deficiências nos registros desses primeiros imigrantes, restando relatos transmitidos a descendentes, porém de forma verbal, e assim não têm a consistência necessária. Além disso, o presente relato se atém a esses imigrantes, pois como é sabido ocorreu a entrada de mais de 400 outros imigrantes com o sobrenome “Zanatta” ou “Zanata”.
Como os citados vieram solteiros para o Brasil, os primeiros documentos se referem a seus casamentos e óbitos, e assim já conduzem a algumas certezas. Seus documentos pessoais (se os tinham), não foram guardados, gerando dificuldades.
No caso de Benedetto e Giuseppe, atualmente já se tem certidão dos registros de nascimento na Itália (Povegliano - Província de Treviso), permanecendo pendentes o conhecimento da época de chegada ao Brasil, entre outras.
Para ilustrar conta-se (Arcângelo – filho de Giuseppe) que teriam vindo os três irmãos junto com uma irmã casada, porém desta não se tem qualquer informação. Como esse é um relato isolado, que não é confirmado por outras pessoas, não se avança com essa hipótese. Sobre as condições na Itália, que motivaram essa aventura de virem para a América tentar o futuro, também permanecem lacunas, que podem ser preenchidas com informações de outras famílias com histórias similares.
Outro aspecto se refere ao destino de “Doro”, que teria se desentendido com um irmão (possivelmente com Benedetto), e assim tomado um rumo diferente. No entanto, consta que teria dito a seus amigos que também deixou: “Se me gué visto, me gué visto; se no me gué visto, no me vede piu!” (Quem me viu, me viu; quem não me viu, não me verá mais!). As razões exatas do desentendimento (briga) não são bem conhecidas, nem a que nível chegaram, pois os relatos são desencontrados. Parece que de concreto é que houve um desentendimento, e isso teria gerado o “sumiço” de Doro. Sobre seu destino existem hipóteses das mais variadas, que vão desde um retorno à Itália, haveria rumado para a Argentina, ter-se-ia radicado na região de Erechim/Getúlio Vargas, e outras mais.
Quanto à história de Benedetto, conhecido como “Moro”, existem documentos como a certidão de nascimento (italiana), dos fatos ocorridos no Brasil, como o casamento, óbito. Nascido em Camaló, Comuna de Povegliano (Treviso) em 26.04.1854, casou-se já aqui no Brasil com Cristina Veneranda Poli, em 15.06.1886. Cristina também imigrante italiana, casou-se com 20 anos de idade, e era filha de Pedro Poli e Carolina Bresciani. Benedetto e Cristina tiveram 10 filhos, e moraram inicialmente em ‘Costreale’ e depois em Coronel Pilar (“Sessanta”), de onde seus filhos se espalharam por diversos locais do Rio Grande do Sul. Atualmente seus descendentes encontram-se nas mais variadas partes de todo o Brasil. Benedetto faleceu em 05.10.1932, com 78 anos de idade.
Quanto a Giuseppe (José), com 13 anos menos do que Benedetto, nasceu em 14.08.1867, na Comuna de Povegliano (Treviso-Itália), casou-se com Margarita Delazzari, filha de Giacinto Delazzari e de Anna Girardi, nascida em 28.04.1873, também em Povegliano. Margarita faleceu em 06.07.1943, com 73 anos de idade, enquanto que Giuseppe já falecera em 08.05.1930, com 63 anos. Atualmente já se conseguiu as certidões de nascimento de ambos, fornecidas pelas autoridades de Povegliano (Itália). Giuseppe e Margarida residiam inicialmente em Coronel Pilar-RS, e posteriormente em Sagrada Família (interior de Nova Bréscia), onde nasceu a maioria de seus 13 filhos.
Ouvindo-se relatos de Clementina (esposa de Arcângelo), que sua mãe teria vindo ao Brasil com a idade de 8 anos, numa viagem de navio de 6 meses de oceano. Na Itália suas condições de vida seriam como as dos favelados (bóias-frias) de hoje. Trabalhavam para os senhores possuidores de terras, recolhendo espigas extraviadas de trigo, que depois debulhavam e misturavam com feijão para cozinhar. Deduz-se que as condições de vida eram difíceis.
Outros dados de ambos esses irmãos, estão sendo obtidos de pessoas que os conheceram, bem como está sendo elaborado um levantamento de todos os seus descendentes.
HISTÓRICO DOS ENCONTROS REALIZADOS
Já se realizaram alguns encontros da “Família Zanatta”, nas seguintes datas e tiveram as participações que relatamos a seguir.
Pré-Encontro – em 10.12.1998. – Ibirubá - RS
Na verdade consistiu somente de familiares (12 filhos, netos e bis-netos) de Eduardo Zanatta (um dos filhos de Benedetto – “Moro”), casado com Adolfina Pezzini) e objetivava reunir a família “como no tempo em que o pai e a mãe viviam”. Aproveitou-se uma ocasião em que os que moravam mais distante (Tocantins) se encontravam em Ibirubá. Reuniu em torno de 70 pessoas, no CTG (próximo do Silo), quando estavam presentes todos os doze filhos. Este encontro foi inspiração para os posteriores encontros de família.
1º Encontro em ___/ 12 / 1999. - (Arroio Grande – Selbach – RS)
Motivados pelo encontro acima, os descendentes de Eduardo e seu irmão Adolfo resolveram fazer um encontro reunindo as duas famílias, pois haviam residido próximas uma da outra no interior de Ibirubá (Santo Antonio do Triunfo). O encontro realizou-se na vila Arroio Grande (Selbach) onde se concentrava um grande número de descendentes. Já, a partir dali, deu-se início à feitura do rol de descendentes de Benedetto. Aproximadamente 100 pessoas se reuniram nessa festa realizada no Salão das Três Comunidades. Foi organizado por um grupo liderado por Lair Zanatta.
2º Encontro em 07/01/2001 – Ibirubá – RS (AABB)
Realizado com descendentes de Eduardo e Adolfo (de Ibirubá), de Felice e José (Coronel Pilar) e de Luiz e Jacó (de Progresso). Reuniu em torno de 150 pessoas. Foi a primeira vez que se agregaram descendentes de outros filhos de Benedetto, provindos de Progresso e Coronel Pilar. Decidiu-se ali que o próximo encontro se realizaria em Progresso, e que seria no início do ano seguinte (2002).
3º Encontro em 06.01.2002 – Progresso – RS (Salão Paroquial)
Organizado por descendentes de Jacó e Luiz, reuniu em torno de 200 pessoas. Pela primeira vez incorporaram-se outros “Zanatta”, não descendentes de Benedetto e que haviam tomado conhecimento do encontro. Assim participaram pessoas de Progresso, de Canoas, Lageado além dos que já vinham participando. Enquanto isso perguntava-se por descendentes dos outros irmãos de Benedetto (Bepi e Doro) , sem chegar-se a conclusões. Houve uma participação maior de pessoas provindas de Coronel Pilar, considerado o berço da família de Benedetto. Por essa razão decidiu-se que no início de 2003 far-se-ia o encontro em Coronel Pilar, considerando que dali haviam saído todos os descendentes.
4º Encontro em 05.01.2003 – Coronel Pilar – (Salão Paroquial)
Com esse encontro chegou-se ao centro irradiador da família de Benedetto. Ali já se lembrou que tudo o que se fazia também se vinculava à família Poli, pois Benedetto era casado com Cristina Veneranda Poli, imigrante como ele.
Junto a isso houve uma grande afluência de descendentes de outros ramos de “Zanatta”, o que deu maior importância à festa. Embora já estar colocada a questão de descendentes dos outros dois irmãos, continuava a busca, e de pessoas que não estavam distantes, como se verificou mais tarde.
O clima do encontro foi de muita animação, reunindo em torno de 350 pessoas, cuja previsão fora de 400. Houve uma saudável integração, apresentações artísticas. No geral foi muito bem preparada pelo grupo responsável em Coronel Pilar. O importante que abrangeu quase a totalidade de descendentes de Benedetto. A exceção foram os descendentes de Pascoína. O destaque foi a “casa de pedra”, que teria sido construída e ocupada por Benedetto.
Neste encontro decidiu-se que far-se-ia um novo encontro geral dentro de dois (2) anos, e que dentro de um ano seriam feitos encontros regionais localizados, por exemplo, em Ibirubá, Progresso e Coronel Pilar, pois o envolvimento era muito grande, para que se realizasse anualmente. No entanto, esse encontro somente aconteceu em Ibirubá, mas que serviu para que a primeira vez descendentes de Pascoína viessem a tomar parte de evento desse natureza.
Como houve uma divulgação maior (inclusive jornais), este fato foi percebido por descendentes de Giuseppe (irmão de Benedetto), que depois do encontro se manifestaram, ocasionando a ampliação do leque de parentes reconhecidos como mais próximos. Na verdade existem muitos descendentes de “Zanatta” imigrantes, mas estabelecer o grau de parentesco fica difícil, e como se diria, este parentesco somente pode ser estabelecido “pondo o pé na Itália”, ou seja buscando na Itália o grau de parentesco dos imigrantes.
5º Encontro – 16.01.2005 – Jacarezinho - Encantado – RS.
No entanto o 4º encontro desencadeou aquilo que se buscava, ou seja, a localização de outros descendentes. A divulgação ocasionou que descendentes de Giuseppe entrassem em contato com os de Benedetto, já em janeiro de 2003. Confirmado o parentesco, iniciou-se a aproximação com visitas, com pequenos encontros de líderes, buscando inicialmente fazer a relação dos descendentes. Tudo isso levou a que despertasse o anseio por um encontro maior reunindo ambas as famílias, bem como outros “Zanatta” que quisessem, como já vinha acontecendo.
Assim sendo, definiu-se uma equipe de coordenação, que já realizou diversas reuniões preparatórias. Decidiu-se pela data de 16.01.2005, e pelo local de Jacarezinho – bairro de Encantado – RS, e que além de dispor de infraestrutura para tais eventos, também é um local central, isto é, próximo da residência de muitos descendentes, bem como conhecido da maioria dos que se fizerem presentes.
Com essa decisão o Encontro da Família Zanatta tomou proporções que aglutinaram muitos outros descendentes além dos de Benedetto e Giuseppe (Descendentes de “Doro”, o outro irmão, se os há não se tem conhecimento.) Neste encontro já tomaram destaque os descendentes de Francesco Zanatta e Carolina Zanatta que chegaram provindos da Itáliaem torno de 1882/3. Chegaram com 5 filhos (Um já falecera na Itália), e aqui tiveram outros 3. Frei Paulo F. Zanatta é descendente de Francesco. Assim, também outros “ramos” de “Zanatta” compareceram com participação de bom número.
No dia 16.01.2005, a festa começou com uma boa recepção, onde os que chegavam eram acolhidos com café, chá, cuca, biscoitos, grostoli, salame, queijo, chimarrão, etc, para o desjejum. Neste clima os conhecidos se saudavam, outros se davam a conhecer, identificando-se. Enquanto isso havia o credenciamento, a partir dos nomes dos imigrantes, como avôs e bisavôs. Houveram algumas dificuldades para tanto, pois haviam muitos antepassados com nomes idênticos, como Giuseppe, Luigi, Giovanni e outros. No final tudo se ajeitou, com muita animação por parte de todos, já que se sentiam irmanados pelo acontecimento.
Às 10,45 hs foi celebrada a Santa Missa, presidida por Frei Paulo Zanatta e animada por liturgistas, violeiros e cantores da comunidade. No final da missa foram tiradas muitas fotos dentro da Igreja para marcar o acontecimento. No entanto 3 delas foram básicas. Uma com os descendentes de Benedetto Zanatta, outra com os descendentes de Giuseppe Zanatta, ou seja, os dois irmãos inicialmente mencionados. Uma terceira foto contemplava os descendentes de “Zanatta” de outros ramos.
Ao meio dia foi servido um excelente almoço, com churrasco (gado, porco, galeto, etc), buffê de saladas e outros acompanhamentos (pão, cuca, etc). O serviço foi prestado pela comunidade de Jacarezinho, com churrasqueiros, garçons e uma equipe de prestimosas senhoras.
Após o almoço foram sorteados prêmios de rifa, brindes entre os participantes. Seguiram-se apresentações pessoais, de números artísticos, cantos italianos entre outras atrações, descontraindo a todos. A comissão organizadora trabalhara e trabalhou incansavelmente para o sucesso do evento. Verificou-se que em torno de 700 pessoas compareceram a este encontro, provindos de muitos estados brasileiros, notadamente Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Embora isolados, compareceram representantes de Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e outros. De diversas localidades, como Ibirubá, Progresso e Coronel Pilar viram caravanas de ônibus. Outros ainda com condução própria.
Decidiu-se o próximo encontro, ou seja o sexto, se realizará em 2007, com intervalo de 2 anos, candidatando-se as cidades de Pouso Novo e Tapejara. Uma decisão posterior definiria a escolha do local.
6 Encontro - Pouso Novo – RS
Entre os inúmeros imigrantes italianos que começaram a vir ao Brasil na década de 1870/1880, destacam-se também os de sobrenome Zanatta. Nossa intenção pretende registrar o que se sabe sobre a vinda de 3 (três) irmãos: Detto (Benedetto), Doro (Isidoro ou Teodoro) e Bepi (Giuseppe). Por terem sido dos primeiros italianos a pisarem o solo brasileiro, existem deficiências nos registros desses primeiros imigrantes, restando relatos transmitidos a descendentes, porém de forma verbal, e assim não têm a consistência necessária. Além disso, o presente relato se atém a esses imigrantes, pois como é sabido ocorreu a entrada de mais de 400 outros imigrantes com o sobrenome “Zanatta” ou “Zanata”.
Como os citados vieram solteiros para o Brasil, os primeiros documentos se referem a seus casamentos e óbitos, e assim já conduzem a algumas certezas. Seus documentos pessoais (se os tinham), não foram guardados, gerando dificuldades.
No caso de Benedetto e Giuseppe, atualmente já se tem certidão dos registros de nascimento na Itália (Povegliano - Província de Treviso), permanecendo pendentes o conhecimento da época de chegada ao Brasil, entre outras.
Para ilustrar conta-se (Arcângelo – filho de Giuseppe) que teriam vindo os três irmãos junto com uma irmã casada, porém desta não se tem qualquer informação. Como esse é um relato isolado, que não é confirmado por outras pessoas, não se avança com essa hipótese. Sobre as condições na Itália, que motivaram essa aventura de virem para a América tentar o futuro, também permanecem lacunas, que podem ser preenchidas com informações de outras famílias com histórias similares.
Outro aspecto se refere ao destino de “Doro”, que teria se desentendido com um irmão (possivelmente com Benedetto), e assim tomado um rumo diferente. No entanto, consta que teria dito a seus amigos que também deixou: “Se me gué visto, me gué visto; se no me gué visto, no me vede piu!” (Quem me viu, me viu; quem não me viu, não me verá mais!). As razões exatas do desentendimento (briga) não são bem conhecidas, nem a que nível chegaram, pois os relatos são desencontrados. Parece que de concreto é que houve um desentendimento, e isso teria gerado o “sumiço” de Doro. Sobre seu destino existem hipóteses das mais variadas, que vão desde um retorno à Itália, haveria rumado para a Argentina, ter-se-ia radicado na região de Erechim/Getúlio Vargas, e outras mais.
Quanto à história de Benedetto, conhecido como “Moro”, existem documentos como a certidão de nascimento (italiana), dos fatos ocorridos no Brasil, como o casamento, óbito. Nascido em Camaló, Comuna de Povegliano (Treviso) em 26.04.1854, casou-se já aqui no Brasil com Cristina Veneranda Poli, em 15.06.1886. Cristina também imigrante italiana, casou-se com 20 anos de idade, e era filha de Pedro Poli e Carolina Bresciani. Benedetto e Cristina tiveram 10 filhos, e moraram inicialmente em ‘Costreale’ e depois em Coronel Pilar (“Sessanta”), de onde seus filhos se espalharam por diversos locais do Rio Grande do Sul. Atualmente seus descendentes encontram-se nas mais variadas partes de todo o Brasil. Benedetto faleceu em 05.10.1932, com 78 anos de idade.
Quanto a Giuseppe (José), com 13 anos menos do que Benedetto, nasceu em 14.08.1867, na Comuna de Povegliano (Treviso-Itália), casou-se com Margarita Delazzari, filha de Giacinto Delazzari e de Anna Girardi, nascida em 28.04.1873, também em Povegliano. Margarita faleceu em 06.07.1943, com 73 anos de idade, enquanto que Giuseppe já falecera em 08.05.1930, com 63 anos. Atualmente já se conseguiu as certidões de nascimento de ambos, fornecidas pelas autoridades de Povegliano (Itália). Giuseppe e Margarida residiam inicialmente em Coronel Pilar-RS, e posteriormente em Sagrada Família (interior de Nova Bréscia), onde nasceu a maioria de seus 13 filhos.
Ouvindo-se relatos de Clementina (esposa de Arcângelo), que sua mãe teria vindo ao Brasil com a idade de 8 anos, numa viagem de navio de 6 meses de oceano. Na Itália suas condições de vida seriam como as dos favelados (bóias-frias) de hoje. Trabalhavam para os senhores possuidores de terras, recolhendo espigas extraviadas de trigo, que depois debulhavam e misturavam com feijão para cozinhar. Deduz-se que as condições de vida eram difíceis.
Outros dados de ambos esses irmãos, estão sendo obtidos de pessoas que os conheceram, bem como está sendo elaborado um levantamento de todos os seus descendentes.
HISTÓRICO DOS ENCONTROS REALIZADOS
Já se realizaram alguns encontros da “Família Zanatta”, nas seguintes datas e tiveram as participações que relatamos a seguir.
Pré-Encontro – em 10.12.1998. – Ibirubá - RS
Na verdade consistiu somente de familiares (12 filhos, netos e bis-netos) de Eduardo Zanatta (um dos filhos de Benedetto – “Moro”), casado com Adolfina Pezzini) e objetivava reunir a família “como no tempo em que o pai e a mãe viviam”. Aproveitou-se uma ocasião em que os que moravam mais distante (Tocantins) se encontravam em Ibirubá. Reuniu em torno de 70 pessoas, no CTG (próximo do Silo), quando estavam presentes todos os doze filhos. Este encontro foi inspiração para os posteriores encontros de família.
1º Encontro em ___/ 12 / 1999. - (Arroio Grande – Selbach – RS)
Motivados pelo encontro acima, os descendentes de Eduardo e seu irmão Adolfo resolveram fazer um encontro reunindo as duas famílias, pois haviam residido próximas uma da outra no interior de Ibirubá (Santo Antonio do Triunfo). O encontro realizou-se na vila Arroio Grande (Selbach) onde se concentrava um grande número de descendentes. Já, a partir dali, deu-se início à feitura do rol de descendentes de Benedetto. Aproximadamente 100 pessoas se reuniram nessa festa realizada no Salão das Três Comunidades. Foi organizado por um grupo liderado por Lair Zanatta.
2º Encontro em 07/01/2001 – Ibirubá – RS (AABB)
Realizado com descendentes de Eduardo e Adolfo (de Ibirubá), de Felice e José (Coronel Pilar) e de Luiz e Jacó (de Progresso). Reuniu em torno de 150 pessoas. Foi a primeira vez que se agregaram descendentes de outros filhos de Benedetto, provindos de Progresso e Coronel Pilar. Decidiu-se ali que o próximo encontro se realizaria em Progresso, e que seria no início do ano seguinte (2002).
3º Encontro em 06.01.2002 – Progresso – RS (Salão Paroquial)
Organizado por descendentes de Jacó e Luiz, reuniu em torno de 200 pessoas. Pela primeira vez incorporaram-se outros “Zanatta”, não descendentes de Benedetto e que haviam tomado conhecimento do encontro. Assim participaram pessoas de Progresso, de Canoas, Lageado além dos que já vinham participando. Enquanto isso perguntava-se por descendentes dos outros irmãos de Benedetto (Bepi e Doro) , sem chegar-se a conclusões. Houve uma participação maior de pessoas provindas de Coronel Pilar, considerado o berço da família de Benedetto. Por essa razão decidiu-se que no início de 2003 far-se-ia o encontro em Coronel Pilar, considerando que dali haviam saído todos os descendentes.
4º Encontro em 05.01.2003 – Coronel Pilar – (Salão Paroquial)
Com esse encontro chegou-se ao centro irradiador da família de Benedetto. Ali já se lembrou que tudo o que se fazia também se vinculava à família Poli, pois Benedetto era casado com Cristina Veneranda Poli, imigrante como ele.
Junto a isso houve uma grande afluência de descendentes de outros ramos de “Zanatta”, o que deu maior importância à festa. Embora já estar colocada a questão de descendentes dos outros dois irmãos, continuava a busca, e de pessoas que não estavam distantes, como se verificou mais tarde.
O clima do encontro foi de muita animação, reunindo em torno de 350 pessoas, cuja previsão fora de 400. Houve uma saudável integração, apresentações artísticas. No geral foi muito bem preparada pelo grupo responsável em Coronel Pilar. O importante que abrangeu quase a totalidade de descendentes de Benedetto. A exceção foram os descendentes de Pascoína. O destaque foi a “casa de pedra”, que teria sido construída e ocupada por Benedetto.
Neste encontro decidiu-se que far-se-ia um novo encontro geral dentro de dois (2) anos, e que dentro de um ano seriam feitos encontros regionais localizados, por exemplo, em Ibirubá, Progresso e Coronel Pilar, pois o envolvimento era muito grande, para que se realizasse anualmente. No entanto, esse encontro somente aconteceu em Ibirubá, mas que serviu para que a primeira vez descendentes de Pascoína viessem a tomar parte de evento desse natureza.
Como houve uma divulgação maior (inclusive jornais), este fato foi percebido por descendentes de Giuseppe (irmão de Benedetto), que depois do encontro se manifestaram, ocasionando a ampliação do leque de parentes reconhecidos como mais próximos. Na verdade existem muitos descendentes de “Zanatta” imigrantes, mas estabelecer o grau de parentesco fica difícil, e como se diria, este parentesco somente pode ser estabelecido “pondo o pé na Itália”, ou seja buscando na Itália o grau de parentesco dos imigrantes.
5º Encontro – 16.01.2005 – Jacarezinho - Encantado – RS.
No entanto o 4º encontro desencadeou aquilo que se buscava, ou seja, a localização de outros descendentes. A divulgação ocasionou que descendentes de Giuseppe entrassem em contato com os de Benedetto, já em janeiro de 2003. Confirmado o parentesco, iniciou-se a aproximação com visitas, com pequenos encontros de líderes, buscando inicialmente fazer a relação dos descendentes. Tudo isso levou a que despertasse o anseio por um encontro maior reunindo ambas as famílias, bem como outros “Zanatta” que quisessem, como já vinha acontecendo.
Assim sendo, definiu-se uma equipe de coordenação, que já realizou diversas reuniões preparatórias. Decidiu-se pela data de 16.01.2005, e pelo local de Jacarezinho – bairro de Encantado – RS, e que além de dispor de infraestrutura para tais eventos, também é um local central, isto é, próximo da residência de muitos descendentes, bem como conhecido da maioria dos que se fizerem presentes.
Com essa decisão o Encontro da Família Zanatta tomou proporções que aglutinaram muitos outros descendentes além dos de Benedetto e Giuseppe (Descendentes de “Doro”, o outro irmão, se os há não se tem conhecimento.) Neste encontro já tomaram destaque os descendentes de Francesco Zanatta e Carolina Zanatta que chegaram provindos da Itáliaem torno de 1882/3. Chegaram com 5 filhos (Um já falecera na Itália), e aqui tiveram outros 3. Frei Paulo F. Zanatta é descendente de Francesco. Assim, também outros “ramos” de “Zanatta” compareceram com participação de bom número.
No dia 16.01.2005, a festa começou com uma boa recepção, onde os que chegavam eram acolhidos com café, chá, cuca, biscoitos, grostoli, salame, queijo, chimarrão, etc, para o desjejum. Neste clima os conhecidos se saudavam, outros se davam a conhecer, identificando-se. Enquanto isso havia o credenciamento, a partir dos nomes dos imigrantes, como avôs e bisavôs. Houveram algumas dificuldades para tanto, pois haviam muitos antepassados com nomes idênticos, como Giuseppe, Luigi, Giovanni e outros. No final tudo se ajeitou, com muita animação por parte de todos, já que se sentiam irmanados pelo acontecimento.
Às 10,45 hs foi celebrada a Santa Missa, presidida por Frei Paulo Zanatta e animada por liturgistas, violeiros e cantores da comunidade. No final da missa foram tiradas muitas fotos dentro da Igreja para marcar o acontecimento. No entanto 3 delas foram básicas. Uma com os descendentes de Benedetto Zanatta, outra com os descendentes de Giuseppe Zanatta, ou seja, os dois irmãos inicialmente mencionados. Uma terceira foto contemplava os descendentes de “Zanatta” de outros ramos.
Ao meio dia foi servido um excelente almoço, com churrasco (gado, porco, galeto, etc), buffê de saladas e outros acompanhamentos (pão, cuca, etc). O serviço foi prestado pela comunidade de Jacarezinho, com churrasqueiros, garçons e uma equipe de prestimosas senhoras.
Após o almoço foram sorteados prêmios de rifa, brindes entre os participantes. Seguiram-se apresentações pessoais, de números artísticos, cantos italianos entre outras atrações, descontraindo a todos. A comissão organizadora trabalhara e trabalhou incansavelmente para o sucesso do evento. Verificou-se que em torno de 700 pessoas compareceram a este encontro, provindos de muitos estados brasileiros, notadamente Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Embora isolados, compareceram representantes de Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e outros. De diversas localidades, como Ibirubá, Progresso e Coronel Pilar viram caravanas de ônibus. Outros ainda com condução própria.
Decidiu-se o próximo encontro, ou seja o sexto, se realizará em 2007, com intervalo de 2 anos, candidatando-se as cidades de Pouso Novo e Tapejara. Uma decisão posterior definiria a escolha do local.
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